domingo, 21 de dezembro de 2025

Entrevista - Anhaguama

 

- Isaias, obrigado pelo seu tempo para nós da Metal Fire Metal. Você pode nos contar como foi o início da carreira da ANHAGUAMA?

- Eosphorus: Muito obrigado pelo contato e pela oportunidade aqui no Metal Fire Metal, a banda teve seu início no ano de 2007, começamos a ensaiar as composições que estava compondo desde 2004/2005 e em 2008 lançamos nosso EP “In Alliance with the Fallens Angels”.

- Conheci o trabalho de vocês através de “Formula of Zos Vel Thanatos”. Como tem sido a repercussão desse seu novo trabalho?!

- Eosphorus: A repercussão tem sido ótima, muitas pessoas têm elogiado o trabalho ao redor do mundo, superou minhas expectativas.

- Como se deu o processo de produção do material? Quem assinou a produção? Vocês costumam participar?

- Eosphorus: As gravações se iniciaram em Maio de 2022, gravamos no Estúdio Monolito em Mogi das Cruzes, a mixagem/produção foi feita pelo André Marques, nós participamos dando sugestões, mas no geral o processo foi bem tranquilo.

- A banda, ao menos pra mim, soa como Death/Black Metal. Mas como vocês se rotulam?

- Eosphorus: Concordo com você, pelo menos, são os 2 estilos que eu mais gosto de ouvir e tocar, acho que é o que predomina na nossa sonoridade, embora nós tenhamos influências de outros estilos de música.

- O que você acha sobre outros gêneros musicais? O que vocês costumam ouvir nas horas vagas?

- Eosphorus: Eu escuto uma infinidade de gêneros musicais, Death, Black, Thrash, Doom, Gothic, Heavy, Speed, Power, New Metal, Industrial, Hard Rock, Punk/Hardcore, Grindcore, Classic Rock, Blues, Pop anos 80/90, Musica Caipira, Clássica, Trilhas Sonoras de Filmes e Jogos.

- “Formula of Zos Vel Thanatos” foi uma enorme surpresa pra mim. Qual a mensagem que vocês querem transmitir com ele?

- Eosphorus: Abordar sobre minhas visões/crenças espirituais, sobre: a magia objetiva para alcançar meus objetivos, a verdadeira vontade, a grande obra, expansão da consciência, a evolução pessoal e individual.

- Queria muito poder conferir mais conteúdo de vocês. Mais lançamentos estão nos planos para 2025?

- Eosphorus: Acho mais provável termos novidades apenas em 2026, estamos compondo material novo.

- Acho que o som de vocês casa muito bem com o inglês. Concordam? Alguma chance de vocês passarem a trabalhar com o português, também?

- Eosphorus: Sim, com certeza, no nosso próximo álbum terá 2 músicas em português.

- Como tem sido os shows nesta fase atual da carreira da banda?

- Eosphorus: Tem sido ótimos, a recepção do público tem sido incrível, e foram experiências muito boas para a banda.

- E quanto a novos lançamentos no formato áudio visual? Alguma chance de vermos novos videoclipes da banda ainda em 2025?

- Eosphorus: Videoclipes não estão nos nossos planos, mas quem sabe no futuro...

- Isaias, mais uma vez, muito obrigado. Se algo ficou pendente, por favor este espaço é seu para as considerações finais…

- Eosphorus: Agradeço muito pelo espaço e oportunidade, muito obrigado a todos que tem apoiado a banda.

 

 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Resenha: Payout - Acid Suspiria

 

Por Augusto Serrano

Nota: 09.0/10.0

Pra quem estava com saudades dos insanos da PAYOUT, desde o lançamento do seu EP “Tales from the Cactus Crypt”, afirmo que a espera finalmente acabou, pois um novo álbum foi anunciado com a disponibilização deste Single “Acid Suspiria”. Para o meu alívio a banda continua enérgica como sempre e abre um novo leque de opções para expandir ainda mais a sua musicalidade. O prognóstico é bem positivo...

“Acid Suspiria” continua a proposta do seu antecessor, mas eu sinceramente acredito que temos uma evidente evolução aqui. A começar pela própria produção que, apesar de continuar bem suja, traz um pouco mais de inteligibilidade para que possamos compreender com mais profundidade todos os detalhes inseridos no seu Speed Metal. O vocalista Demian continua destruindo tudo, com a sua forma doentia de cantar, transmitindo assim um bem vindo sentimento de incômodo no ouvinte. A cozinha está foda também, ao dar sustentabilidade aos riffs proferidos pela guitarra. Ou seja, temos aqui tudo muito bem montado, fundamentado no que existe de melhor do Metal oitentista.

Este Single apenas aguçou ainda mais a minha curiosidade com o que está por vir! Acredito que devam soltar o full-length apenas no primeiro semestre de 2026, então daqui até lá, se eu não tiver um infarto, estarei no dia um do lançamento conferindo o trampo! Excelente é pouco!

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

RICKY DE CAMARGO: Quando a Guitarra Brasileira Exige Romper a Barreira do Mercado Nacional

 

- Ricky, obrigado pelo seu tempo para nós da Metal Fire Metal. Você pode nos contar como foi o início da sua carreira solo?

Ricky: Eu estou na estrada desde os meus 12 anos, então lá se vão 25 anos de guitarra, contando o tempo de aprendizado, bandas que participei, álbuns gravados. Tudo me trouxe alguma bagagem, seja boa ou ruim. Eu tento exprimir isso no meu som. Comecei aprendendo em um violão do meu tio. E um tempo depois ganhei uma guitarra Jeniffer da minha mãe, que ficou muitos anos comigo. A maior parte do tempo aprendi por conta, mas tive em alguns momentos aulas com alguns professores particulares. Mas acho que o mais me fez evoluir foi me dedicar a tirar músicas e compor. E nessa já estamos no quarto álbum e com certeza vem muito mais pela frente.

- Conheci o trabalho de vocês através de “Relentless”. Como tem sido a repercussão de “Beast Mode”, seu novo trabalho?!

Ricky: “Relentless” sem dúvida for um marco pra mim. Com ele chegamos na primeira fase de indicação do Grammy Latino em 2022. O que é sempre legal de participar. Espero que “Beast Mode” ao menos iguale a repercussão do antecessor. É um álbum que eu gosto bastante de ouvir, me soa bem aos ouvidos, tem tudo que eu gosto, peso, é agressivo, tem melodia, bastante shred pra quem curte. Pelo que consigo validar de reviews e analises acho que estamos no caminho certo com o álbum.

- Como se deu o processo de produção do material? Quem assinou a produção? Você costuma participar?

Ricky: Eu sempre gravo no meu estúdio, assim faço tudo no meu tempo, sem pressão de horários, valores e outras questões. Tem funcionando bem pra mim. Claro, que é sempre legal ter um produtor, mas eu acho que consigo me virar, mas não me arrisco a fazer mix e master. Essa parte eu sempre terceirizo, até por já estar com o “ouvido cansado”. As baterias eu deixei a cargo da Giovana Teixeira, e ela só me entregou coisas excepcionais. Muito feliz com o resultado final.

- Seu projeto, ao menos pra mim, soa como Fusion. Mas como você se rotula?

Ricky: Acho que funciona bem como Fusion, não acho que tenha algo de jazz no meu som, mas se for encaixar em algo estilo seria nessa praia. Com um pé no metal, prog, da pra dizer que é uma salada musical. Como o instrumental deve ser.

- O que você acha sobre outros gêneros musicais? O que você costuma ouvir nas horas vagas?

Ricky: Eu gosto muito de ouvir os clássicos do rock, heavy metal, instrumental. Tenho ouvido bastante Rush, Dream Theater ultimamente. E quando quero realmente relaxar gostou de ouvir músicas de vídeo game, lo-fi.

- “Supernova” foi uma enorme surpresa pra mim. Qual a mensagem que você quer transmitir com ela?

Ricky: “Supernova” trás uma mensagem de recomeço, mesmo que seja à partir de algo muito complexo ou traumatizando. Que de algo cataclísmico sempre pode surgir algo novo e mais bonito. Essa mensagem acho que resume bem a essência da música.

- Queria muito poder conferir mais conteúdo seu. Mais lançamentos estão nos planos para 2025?

Ricky: Temos já 2 vídeos de músicas do álbum no youtube, para “Beast Mode” e “Supernova”. Provavelmente teremos mais um vídeo ainda no final do ano.

- Acho que o seu som casa muito bem com o uso de um vocalista, também. Concorda? Alguma chance de você passar a trabalhar com um vocalista no futuro?

Ricky: Eu gosto da ideia de vocalistas, mas estou dando vazão a ideias que eu já tinha guardado e que eu queria trazer. Provavelmente teremos no próximo álbum músicas com vocalistas convidados. Bem como participações de outros grandes guitarristas. Posso adiantar que temos um prog rock com Ardanuy, Roberto Barros e Dallton Santos de 10 minutos já pronta. O resto é surpresa.

- Como tem sido os shows nesta fase atual da sua carreira solo?

Ricky: São bem animados, a galera se diverte bastante, tem bate cabeça. Isso que eu espero. E é sempre legal de ouvir a opinião do público pessoalmente, para ter o feedack pós show. Pra saber como o set está agindo ao vivo.

- E quanto a novos lançamentos no formato áudio visual? Alguma chance de vermos novos videoclipes do projeto ainda em 2025?

Ricky: Sim, até dezembro teremos mais um clipe de música de álbum.

- Ricky, mais uma vez, muito obrigado. Se algo ficou pendente, por favor este espaço é seu para as considerações finais...

Ricky: Eu quem agradeço, sempre um prazer falar com vocês da METAL FIRE METAL. 

ADNA MELAN: Quando a Melancolia se Encontra com a Leveza do Gothic Rock

 

- Adna, obrigado pelo seu tempo para nós da Metal Fire Metal. Você pode nos contar como foi o início da sua carreira solo?

Obrigada a você pela oportunidade. Em 2018 comecei a me dedicar mais às minhas composições, gravei alguns vídeos em casa, cantando e tocando no piano algumas dessas músicas, e no início de 2019 lancei meus dois primeiros singles gravados em estúdio. O início foi um pouco frustrante em relação a como eu idealizei a música e como ela se tornou. Então nesse mesmo ano busquei aperfeiçoar minhas habilidades na música e na composição, com o objetivo de me sentir mais segura e participar mais do processo criativo. E a partir do ano seguinte, também comecei a trabalhar com um produtor que ouvia todas as minhas ideias. Em 2020 lancei “He Killed Me”, e nos anos seguintes, “Melancholia” e “Forevermore”, duas composições que fiz no piano. Continuei tentando me aperfeiçoar e também decidi explorar novos horizontes, comecei a aprender guitarra. E aqui estamos, em 2025, com o lançamento de “Lie”. Considero essa a melhor fase do projeto até agora.

- Conheci o trabalho de vocês através de “He Killed Me”. Como tem sido a repercussão de “Lie”, seu novo trabalho?!

Tem sido muito positiva desde as primeiras semanas. Chegou a tocar em duas rádios fora do país. Estou contente com a recepção.

- Como se deu o processo de produção do material? Quem assinou a produção? Você costuma participar?

Eu escrevi a letra da música e alguns meses depois comecei a compor a harmonia. Gravei uma demo em casa com voz e instrumentos, e enviei para o André Paixão, produtor com quem eu já havia trabalhado nos lançamentos anteriores. Ele estruturou a música, aprimorando minha composição e contribuindo com outras linhas de instrumento. Construímos a versão final em estúdio e, em seguida, ocorreu a gravação dos instrumentos e vocais finais. Para a pós-produção, levei a música para o Pablo Greg e conversando, optamos pela regravação do single. Ele aprimorou a gravação, mixou e masterizou, e esse foi o resultado final. Participar e acompanhar todo o processo é algo que considero muito importante, até mesmo porque já tive uma experiência negativa em relação a isso, então acho fundamental, e é algo que amo fazer.

- Seu projeto, ao menos pra mim, soa como Gothic Rock. Mas como você se rotula?

Eu diria gothic/ alternative. “Lie” está mais para gothic metal, e eu já tenho o desejo de fazer algo mais pesado há algum tempo, e estou ansiosa pelas próximas músicas agora que comecei a tocar guitarra e a trabalhar com um produtor que tem bastante experiência com rock e metal.

- O que você acha sobre outros gêneros musicais? O que você costuma ouvir nas horas vagas?

No geral costumo ouvir mais metal moderno, mas ouço músicas de gêneros musicais diversos, como Daughter e Lana Del Rey. Se eu achar a música boa, me identificar de alguma forma, o gênero não é um problema. Também escuto bastante post-hardcore. A última playlist que fiz com músicas que eu estava ouvindo recentemente tem Eyes Set To Kill, Picture Me Broken, Get Scared, Crown The Empire, Motionless In White, In This Moment, Bad Omens, Underoath, Asking Alexandria, Bring Me The Horizon, Evanescence, Draconian, Grey Daze, Placebo, e algumas bandas que descobri há menos tempo como Onsight, além de 8K e AXTY que são duas bandas de metal brasileiras muito boas, entre outras.

- “Lie” foi uma enorme surpresa pra mim. Qual a mensagem que você quer transmitir com ela?

Eu escrevi a letra de “Lie” um pouco antes de passar por um momento difícil na minha vida, mas que acabou resultando em uma experiência transformadora. E “Lie” marca o início dessa nova fase da minha vida, tanto no lado artístico quanto pessoal. A letra da música fala sobre conflitos internos e sentimentos negativos como angústia e culpa, mas também expressa o desejo pela cura, pela liberação de todos esses sentimentos, o que seria o ponto mais importante. Creio que essa percepção mais positiva é fundamental e para mim surgiu inicialmente por meio dessa música. Acho que depois de muito tempo lutando contra algo e sentindo que você não consegue superar, fica cada vez mais difícil ter esperanças e cada vez mais fácil se render a resignação, e até mesmo se culpar por coisas que estavam fora do nosso controle, e isso se torna apenas mais uma barreira no processo de superação, e no final estamos lutando contra nós mesmos, contra nossa própria mente, ao invés de lutar contra o que está nos machucando.

- Queria muito poder conferir mais conteúdo seu. Mais lançamentos estão nos planos para 2025?

Fico contente em ouvir isso! Tenho trabalhado em novas músicas, e espero lançar algo em breve, mas provavelmente será no próximo ano.

- Acho que o seu som casa muito bem com o uso de um vocalista masculino, também. Concorda? Alguma chance de você passar a trabalhar com um vocalista ao seu lado no futuro?

Eu simplesmente amo vocal feminino misturado com guturais, o que é característico em bandas que unem gothic e death/doom metal. Por um bom tempo fiquei sonhando em ter uma banda com um cantor que soubesse cantar assim, mas nunca conheci ninguém. Então decidi aprender essa técnica vocal, até porque já escrevi muitas letras com partes para serem cantadas com vocal gutural. Tem cantoras que mandam muito bem e fazem os dois vocais, limpo e gutural. A Tatiana Shmayluk de Jinjer é simplesmente perfeita! Eu ainda tenho que me aperfeiçoar bastante na técnica, mas espero chegar lá um dia.

- Como tem sido os shows nesta fase atual da sua carreira solo?

Infelizmente não estou fazendo shows no momento.

- E quanto a novos lançamentos no formato áudio visual? Alguma chance de vermos novos videoclipes do projeto ainda em 2025?

Sim, teremos mais um video de “Lie” ainda nesse ano, que será um lyric video.

- Adna, mais uma vez, muito obrigado. Se algo ficou pendente, por favor este espaço é seu para as considerações finais...

Muito obrigada pelo espaço, fico contente em participar. Obrigada!

UGANGA: Um dos Maiores Representantes do CrossOver Brasileiro Volta a Atacar

 

- Manu Joker, obrigado pelo seu tempo para nós da Metal Fire Metal. Você pode nos contar como foi o início da carreira da UGANGA?

Manu Joker: Nós começamos no final de 1993, pouco após minha saída do Sarcófago. Da formação original só eu permaneci, porém tivemos por 22 anos um núcleo composto por duas duplas de irmãos que foi a base da maioria dos 8 álbuns que lançamos até aqui. Com esse time rodamos todas as regiões do Brasil, fomos pra Europa duas vezes, lançamos álbuns por lá, gravamos um ao vivo na Alemanha, tocamos com nomes incríveis e variados tipo Racionais MCs, Exodus, Rattus, Elza Soares, Corrosion Of Conformity, The Casualties, Coroner, Pato Fu, Marcelo D2, Moonspell, Angra, Krisiun, Ratos De Porão, Crypta, Macbeth, Dead Fish, Abbath, Catedral, Garotos Podres, Violator, Vazio, Sujêra e por aí vai… Afinal estamos falando de 3 décadas ininterruptas na estrada. Em 2023 esse núcleo se separou e um novo ciclo começou durante uma viagem do UG pra Amazônia Paraense. Depois de várias mudanças, colaborações e experiências lançamos “Ganeshu” e estamos de volta pra buscar o nosso merecido espaço naquilo que muitos chamam de cena.

- Conheci o trabalho de vocês através de “Opressor”. Como tem sido a repercusão de “Ganeshu”, seu novo trabalho?!

Manu Joker: “Opressor” é um belo álbum, tenho muito orgulho desse trampo, o nosso primeiro com o Gustavo Vazquez (Rocklab). Sobre “Ganeshu” ele ainda está conquistando seu espaço, até agora só vi resenhas positivas, os números no streaming estão aumentando e as pessoas tem colado nos shows e comprado merch. Particularmente acredito de verdade que lançamos um grande play, nosso melhor até aqui, e a história desse trabalho ainda está sendo escrita.

- Como se deu o processo de produção do material? Quem assinou a produção? Vocês costumam participar?

Manu: Todas as músicas foram compostas pelo quarteto que gravou o álbum, Manu Joker, Juninho Silva (bateria) e os ex-integrantes Raphael “Ras” Franco (baixo) e Jean Pagani (Guitarra). Na lírica novamente eu cuidei de todas as letras e do conceito filosófico de “Ganeshu”. Desde o “Opressor” divido a produção musical com o Gustavo, cada um tem o seu papel e tem funcionado legal assim. Basicamente começa comigo organizando as coisas na a pré produção aqui em MG. Dedicamos um bom tempo a parte de composição, vou organizando digitalmente as ideias de todos, escolhendo repertório, vamos lapidando o material no ensaio e em paralelo nos preparando pro estúdio. Na sequência atravessamos o Paranaíba e vamos pro Rocklab em Goiás, onde o Gustavo cuida da timbragem, gravação, mix e master. Durante esse processo a gente obviamente troca muita ideia, é um lance de parceria sem ego, foco 100% em obter o melhor resultado possível. De diferente dessa vez nos optamos, por sugestão do Gustavo, por gravar baixo, guitarra e bateria ao vivo, com uma voz guia. Foi tipo 2, 3 takes no máximo pra cada som, a banda chegou pronta e o tempo de estúdio foi curto, 8 dias no total.

- A banda, ao menos pra mim, soa como um Crossover. Mas como vocês se rotulam?

Manu Joker: Com certeza fazemos um tipo de crossover. Não necessariamente o crossover oitentista de bandas como D.R.I., Suicidal Tendencies ou Excel. Obviamente nós amamos essas e várias outras bandas desse período, mas na nossa maneira de fundir metal e punk acrescentamos outros elementos como o dub, o rap, death/black metal e até coisas da MPB. Isso ao meu ver deixa nossa música com características muito próprias e difíceis de rotular. Vale mencionar que essas referências fazem parte da nossa musicalidade desde o início ou até antes, mais de 30 anos atrás, é o que sai quando tocamos. Uganga é crossover livre com cheiro de coturno, incenso e ganja.

- O que você acha sobre outros gêneros musicais? O que vocês costumam ouvir nas horas vagas?

Manu Joker: Cara a sonoridade do Uganga é fruto de referências variadas vindas de pessoas diferentes que se reúnem pra criar música juntas. Fora os estilos que citei na resposta anterior, e que são parte da nossa sonoridade, quando estamos na estrada ouvimos muita coisa diferente tipo drums and bass, synth pop, trip-hop, trap, jazz, afro beat, rock nacional dos anos 80, progressivo, ska, metal tradicional, new metal, psicodelia, reggae, uma variada e temperada salada. (risos).

- “Ganeshu” foi uma enorme surpresa pra mim. Qual a mensagem que vocês querem transmitir com ele?

Manu Joker: Antes de tudo que o Uganga está vivo e renovado. O conceito do álbum gira em torno da figura imagética de Ganeshu, um ser ficcional oriundo da fusão das entidades Ganesha e Exu. Pensei nesse conceito por ambas as figuras terem várias similaridades, apesar das óbvias diferenças geográficas e culturais. Tanto um quanto o outro são removedores de obstáculos, senhores das encruzilhadas e das trilhas e são mensageiros entre o nosso mundo e o plano espiritual. Ambos também são demonizados por aqueles que costumam temer e atacar o que não entendem, algo que já rolou inclusive com o Uganga. Esse trabalho é sobre a encruzilhada que nos levou a outro caminho.

- Queria muito poder conferir mais conteúdo de vocês. Mais lançamentos estão nos planos para 2025?

Manu Joker: Em relação a nossa discografia não. “Ganeshu” ainda não tem um ano de lançado e queremos trabalhar mais esse material. Creio que em 2026 a gente lance alguns singles porém o álbum novo diria que sai somente no começo de 2027.

- Acho que o som de vocês casa muito bem com o português. Concordam? Alguma chance de vocês passarem a trabalhar com o inglês, também?

Manu Joker: Mudar o idioma pra inglês eu não acho provável, mas coisas pontuais como fizemos na faixa “Dawn” sim. Somos em essência uma banda que fala do que está a nossa volta, com a linguagem que aprendemos nas ruas e o português é parte disso.

- Como tem sido os shows nesta fase atual da carreira da banda?

Manu Joker: A “Ganeshu Tour” já rodou legal pelo sudeste e sul do país, foram mais de 20 datas até agora e muitos quilômetros percorridos. A venda de merch tem sido muito boa, a demanda pra nos ver tem aumentado e as pessoas estão colando nas apresentações e celebrado com a gente. Ainda temos entre 8 e 10 datas previstas até o final do ano, entre elas um festival foda com Ratos De Porão e Black Pantera, na rua e de graça em Uberaba. Isso vai ser loco!

- E quanto a novos lançamentos no formato áudio visual? Alguma chance de vermos novos videoclipes da banda ainda em 2025?

Manu Joker: Sim, já lançamos no nosso canal do YouTube os vídeos de “Confesso”, “Tem Fogo!” e mais recentemente “A Profecia”. Também estamos produzindo com o pessoal da Baurete um documentário dividido em 4 episódios, cada um dedicado a um dos 4 elementos (água, fogo, ar e terra). O primeiro episódio sai ainda esse ano e será focado 100% na nossa viagem pro Pará onde tocamos nos festivais “Dia D” e “Porthell” e na viagem de 30 horas de barco que fizemos pelo Rio Marajó.

- Manu Joker, mais uma vez, muito obrigado. Se algo ficou pendente, por favor este espaço é seu para as considerações finais…

Manu Joker: Nós que agradecemos pelo interesse em nosso trabalho, convido geral pra nos seguir nas redes sociais e a colar nos shows quando estiverem por perto. A gente se vê por aí!

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

PROFESSOR DOIDÃO E OS ALOPRADOS - Aos Amantes da Vida e Obra de Raul Seixas, o seu Sucessor Chegou!!!!

 

- Professor, obrigado pelo seu tempo para nós da Metal Fire Metal. Você pode nos contar como foi o início da carreira da PROFESSOR DOIDÃO E OS ALOPRADOS?

O início foi uma linda doideira e o processo continua. 

- Conheci o trabalho de vocês através de “Sujeito na Contramão”. Como tem sido a repercussão de “Eletrocutaram Meu Gato”, seu novo trabalho?!

O nosso álbum está tendo uma ótima repercussão e o single segue na mesma pegada

- Como se deu o processo de produção do material? Quem assinou a produção? Vocês costumam participar?

A produção foi toda nossa com a colaboração de Rafael Minduym na finalização dos trabalhos 

- A banda, ao menos pra mim, soa como Classic Rock. Mas como vocês se rotulam?

Nosso som é fluido, passeia por muitos caminhos, mas gostamos de  defini-lo como "hippie rock"

- O que você acha sobre outros gêneros musicais? O que vocês costumam ouvir nas horas vagas?

Gostamos de ouvir rock, blues, jazz, ... e cada um na sua praia e respeitando o estilo do outro

- “Eletrocutaram Meu Gato” foi uma enorme surpresa pra mim. Qual a mensagem que vocês querem transmitir com ela?

Respeitem o próximo, a natureza e os animais. Seja um doido certo e não certo doido!

- Queria muito poder conferir mais conteúdo de vocês. Mais lançamentos estão nos planos para 2025?

Estamos preparando novos lançamentos, e se tudo der certo, para esse ano de 2025

- Acho que o som de vocês casa muito bem com o português. Concordam? Alguma chance de vocês passarem a trabalhar com o inglês, também?

o nosso som é nativo, apesar da gravação da música "Poliglota Troglodita" ser cantada em vários idiomas. Rsrsrs Não temos a pretensão, pelo menos por enquanto, de trabalharmos com o inglês 

- Como tem sido os shows nesta fase atual da carreira da banda?

Os shows estão rolando em Salvador e em cidades do interior da Bahia.  Temos ainda para 2025, a possibilidade de tocarmos em outros estados

- E quanto a novos lançamentos no formato áudio visual? Alguma chance de vermos novos videoclipes da banda ainda em 2025?

Estamos trabalhando em um novo clipe, mas não temos ainda datas para a finalização e lançamento que poderá ainda acontecer nesse ano corrente

- Professor, mais uma vez, muito obrigado. Se algo ficou pendente, por favor este espaço é seu para as considerações finais...

Apenas agradecer e falar para todos que continuem acreditando pq "nunca é tarde quando se tem a noite". A arte salva! Uhuuuuuuuuu

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

GERMÁN PASCUAL: confira arte da capa do Single “Veil of Distraction”

 

O vocalista GERMÁN PASCUAL disponibilizou a arte de capa do Single “Veil of Distraction”, que precederá o aguardado lançamento do seu segundo full lenghtBeyond Our Comprehension”. O referido Single, que teve como autor o designer Jani Stefanovic, tem previsão de lançamento para o mês de abril, em todas as principais plataformas de streaming do mercado.

Segundo Germán: “Muito em breve, antes do lançamento do novo álbum, vou lançar ‘Veil of Distraction’ como Single. O engraçado desta música é que ela foi escrita como Single, e foi a música que me inspirou a pensar sobre o lançamento de um novo álbum solo, mas esta música não faz parte do álbum de todo”, pontua ele. “De qualquer forma, tive o prazer de escrever esta música junto com o meu amigo CJ Grimmark, Duane A Linn e Torbjörn Weinesjö. É uma ótima faixa e acho que vocês vão gosta”, continua enfático. “‘Veil of Distraction’ é uma música sobre como nos distraímos facilmente com coisas como mídia, futebol, TikTok, ao invés de procurar a presença de Deus e ter uma relação mais próxima com Ele. Acho que todos sabem do que estou falando. Algo está tentando tirar sua atenção do que realmente importa. Não deixe que isso aconteça.”, finaliza.

GERMÁN PASCUAL é um nome que ressoa com força no universo do Heavy Metal, um vocalista cuja trajetória única e talento excepcional o transformaram em uma figura icônica do gênero. Nascido no Uruguai, criado no Rio de Janeiro, Brasil, e radicado em Estocolmo, Suécia, desde a adolescência, Germán carrega em sua voz e em sua música uma fusão vibrante de influências culturais. Com uma carreira que atravessa continentes e décadas, ele se estabeleceu como um dos grandes intérpretes do metal melódico e sinfônico, sendo frequentemente comparado a lendas como Ronnie James Dio, Jorn Lande e Geoff Tate.

Agora, em 2025, GERMÁN PASCUAL está pronto para elevar ainda mais sua carreira com o lançamento de “Beyond Our Comprehension”, seu segundo álbum solo, que chegará em junho pela Roxx Records. Prometendo um nível de excelência que consolida sua posição no panteão do Metal, o disco traz 10 faixas que combinam a intensidade do Power Metal com arranjos sinfônicos grandiosos, tudo sustentado por sua voz inconfundível. Com uma produção de alto calibre e uma visão artística madura, “Beyond Our Comprehension” é mais do que um álbum — é uma declaração de um vocalista no auge de seu poder criativo, pronto para conquistar novos públicos e reafirmar seu legado. A capa, criada pelo artista brasileiro Augusto Silva, já sinaliza a ambição épica do projeto, que tem gerado grande expectativa entre fãs e imprensa especializada.

Com uma carreira que já inclui passagens por bandas lendárias, colaborações estelares e um debut solo de sucesso estrondoso, GERMÁN PASCUAL se prepara para um novo capítulo triunfal. “Beyond Our Comprehension” não é apenas um marco pessoal, mas uma celebração do Metal em sua forma mais pura e poderosa. Prepare-se para ser levado além da compreensão com uma das vozes mais marcantes do gênero.

Para mais informações sobre as atividades do projeto de GERMÁN PASCUAL e dos demais artistas da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.